quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A Gaja Boa

Hoje, fiel leitor, venho esbugalhar-te os olhos com algo que nunca imaginaste!
Um texto de um colaborador!

Sr.Raposeira, meu inimigo de longa data, mandou-me este texto, que considerei apto para os teus clínicos olhos:


Gajas Boas

Antes de mais, gostaria de informar os leitores que o que será relatado após esta breve introdução está assente em ideais nobres com vista a instruir o cidadão, bem como iluminar a mente dos mais distraídos.
Estou ciente dos meus limites, daí ter a perfeita noção que apesar de tentar escrever pomposamente nesta introdução, não vou impressionar nem um mongolóide com uma trip de ácidos na bucha, assim sendo segue-se a brejeirice…

Após milhões e milhões de anos de existência humana, a história é farta em discrepâncias nos mais variados temas até aos dias de hoje. 
Existem porém duas verdades universais que são os alicerces da sociedade actual, a primeira tem tanto de belo como de indiscutível, é a primeira informação que é instruída às crianças como sendo do senso-comum, “O Benfica é o maior clube do mundo!”. Já a segunda verdade universal, a mais completa, contempla o prazer psicológico inerente na 1ª, bem como o prazer físico, falo-vos de um espécime único no universo, a comummente denominada, “Gaja Boa!”
A 2ª verdade universal, não é facilmente transcrita numa curta frase como a 1ª, até porque em tenra idade um ser humano pode ter dificuldades na sua identificação entre as demais, é com vista a esclarecer o leitor que surge este meu estudo.




Ora bem, a “Gaja Boa”, também denominada por: canhão, cavalona, mula, égua, éuga*, é um espécime feminino da raça humana com idades compreendidas entre os 18 e os 45anos, sendo facilmente reconhecida por homens com idade superior a 12anos, que sejam cidadãos e sem problemas visuais. Quanto aos restantes, vou-vos explicar como identificar uma gaja boa, ora bem “gaja boa” é uma característica física de uma pequena percentagem das mulheres, ao qual é frequentemente associado o pouco uso de tecido nos vestidos, de forma a exponenciar os atributos peitorais e a zona caudal. Se mesmo assim não fui explícito, é teres uma namorada ou amiga que te pergunta: “Para onde tás a olhar?!”, ou “Quem é aquela?!”, é porque acertaste em cheio.

A “Gaja Boa” está intimamente associada ao desenvolvimento artístico do homem, pois é um item raro, de difícil acesso à maioria da população masculina, alvo de cobiça e inveja, no entanto deverá ser o único objecto pelo qual todos os homens fomentam o pensamento artístico. O melhor exemplo para provar a minha teoria é o caso do matemático, que ao avistar uma cavalona, pensa para si próprio: “punha-te já aqui de 4!”. Com este pensamento o matemático está a juntar o conhecimento científico com a componente artística javardola, proferindo um pensamento que foi para além de tudo o que havia realizado até então.
Poderia o leitor interrogar-se quanto à veracidade e unicidade do meu pensamento lógico relatado anteriormente, pois Da Vinci foi um génio no campo das ciências e das artes e não utilizou a “gaja boa” como fonte de inspiração. Mas poderão afirmar que a grande obra-prima de Da Vinci era uma mulher, ora bem para quem acha que a Mona Lisa é um símbolo de erotismo e sensualidade, então este texto é obsoleto e ultrajante, quem pensa em tal coisa vê numa mulher com maçã-de-adão e pêlos no peito o apogeu da sensualidade feminina.

Posto isto, irei instruir o leitor com o clímax do meu estudo, assente em 25 anos de pesquisa sobre o comportamento da gaja boa e a sua influência no quotidiano masculino. Ora bem, para além de ser a razão do desenvolvimento artístico, científico e cultural do indivíduo, ela deverá ser a única coisa que leva a um consenso num debate de ideias. Imaginemos o seguinte cenário, estão dois homens sentados numa esplanada a beber uma cerveja quando senta-se na mesa ao lado uma mula bem guarnecida de tranca, um deles repara em tal artefacto e diz: “ÉH LÁ! Qué isto que anda aqui a esbracejar de volta de um gajo?!”. Obviamente que passados 0,5 segundos após aquela pergunta, os olhos do amigo depararam-se com a razão de tanta exclamação, assente e contrapõe: “Não sei quem é, mas tem aspecto de ser saltitona”. É claro que o indivíduo que despoletou o 1º comentário, satisfeito por o amigo ter retorquido com o mesmo entusiasmo continua a conversa: “Sim, aquilo deixava um gajo feito numa concertina”, ao que o amigo responde: “Exactamente!”.

Posto isto, facilmente conclui-se que nunca dois homens sentados numa esplanada a confrontar ideias chegariam a um consenso tão facilmente se não tivesse aparecido lá uma cavalona a desenquietar-lhes as hormonas e consequentemente a cabeça. Facilmente viram-se envolvidos num espírito de trabalho em equipa, uma espécie de “forças combinadas”, com vista à unificação do seu pensamento lógico.

Não queria que este meu estudo fosse considerado apenas um documento teórico, não aplicável à sociedade actual, gostaria que por exemplo na discussão do orçamento de estado fosse colocada uma euga no palanque da assembleia da república, e por lá permaneceria até à conclusão da votação. Não tenho dúvidas que a primeira conclusão da ordem de trabalhos seria: “Eu fazia com que essa mula desse um triplo mortal empranchado á retaguarda”, depois disso seria aprovado o orçamento de estado mais unânime de sempre, com a aprovação de todos os partidos políticos.
Espero que este seja o início de um grande legado.
Até breve,
Raposeira


Até breve diz ele... Pois sim, vamos ver!
O desenhinho por Guerra, o Corrécio

domingo, 6 de maio de 2012

Caem que nem tordos!

Heya... deixei o blog completamente ao abandono. Não podemos, caro leitor, tornar a permitir isto!

Bem, hoje vinha eu "descansadinho" de carro, pela nacional, a caminho de Santarém quando mais uma vez dou por mim a desesperar atrás de um qualquer inergúme filho de um batráquio que seguia descansado na sua vidinha anhada, ali a 30 ou 40km/h, num troço (ou super-especial) onde normalmente circulo, sem sequer reparar no que vou a fazer, a 100 ou 120...

Ora, com carros a vir de frente, traços contínuos e toda uma série de outras burocracias que afectam os enlatados (sim, porque se viesse de moto nada disto acontecia... ai a falta que uma moto faz para alinhar os chakras às pessoas...!) tive de amochar ali atrás do bixo e até me deu tempo para pensar:

«Esta gente deve fazer consumos brutais! Fogo...se eu sempre a esgalhar e sem paciência nenhuma faço 8-9L/100, estes anhados devem fazer uns 4 litros ou menos!»

E isto até tá bem pensado, não está?
Mas o que me confunde no meio disto tudo é que nunca ouvi ninguém a dizer: "Ah e tal, o meu carro faz médias de 4.5L" e depois vamos a ver e o gajo tem uma carrinha 1.5 a gasolina e era impossível fazer 4.5L... mas depois apercebemo-nos que o tipo conduz como se tivesse 95 anos e 7 cataratas em cada olho e pois...ah, assim é natural que faças 4.5L aos 100!

Mas isto nunca me aconteceu!

Sempre que ouço alguém a gabar-se do consumo da sua moto ou carro é porque o motor é mesmo económico. Claro que o andamento de cada um influencia... mas nunca tive a oportunidade de falar assim com uma dessas aves raras que andam sempre a piçalhar a 40 e perguntar-lhes quanto gastam de pitróile.

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Mas a minha indignação não fica por aqui...
Porque é que as pessoas que andam a 10km/h não admitem simplesmente que são um estorvo para a sociedade e, continuando a andar devagar, começam a facilitar as ultrapassagens, a ceder passagem aos outros veículos, a chamar menos nomes a quem lhes passa á esquerda e á direita nas rotundas e auto-estradas, etc?
É que cada um tem direito a andar como quer... certo! Mas por isso mesmo, se eu não posso obrigar os velhinhos e os podões a andar depressa, então eles também deviam evitar obrigar-me a andar devagar atrás deles =D. (Pôr um smiley no meu blog é como entrar numa esquadra da polícia vestido de palhaço. Não tem mal nenhum mas também não cai nada bem...)

E tudo isto reme-te para uma última questão (curiosamente, a única com algum legitimidade e seriedade), que é continuarem a permitir que pessoas demasiado idosas (ou comidas já da cabeça) conduzam.

Permitam que vos conte uma história.

Ora, há muito muito tempo, no outro dia em Peniche, vinha numa recta atrás de uma fila de 8 ou 9 carros todos a 25km/h... andei ali aos zig-zags para tentar ver qual era o  motivo daquele atraso de vida. Imaginei que fosse um tractor ou carroça ou mesmo uns ciclistas daqueles que não usam as bernas e insistem em pedalar lado a lado... mas não! Era um carro normalíssimo.

À medida que os outros carros iam conseguindo ultrapassar aquela lástima ambulante, estava á espera (ansioso, até!) de os ouvir a apitar e a esbracejar... mas não... eles ganhavam velocidade, metiam-se ao lado do carro lento, olhavam e ignoravam... fiquei curioso. Será o Mike Tysson?

Quando se chegou a minha vez, olho, e vejo 4 cabecinhas brancas dentro do carro, uma delas agarrada ao volante com um ar completamente vidrado, de quem vai em pânico e sem ter qualquer noção daquilo que vai a fazer.
Ora eu, tal como todos os outros condutores, tive pena das senhoras, engoli em seco e segui caminho.
Não ia tar a ralhar com as senhoras... mas devia! Devia ter pedido o número de telefone dos filhos delas e telefonado a descompor a falta de sentido cívico, de deixarem andar 4 múmias a empatar a via pública!

É que chegar ao ponto em que em vez de se inspirar raiva se inspira pena... tenham dó, tirem a carta a esta gente!

Pior! Aquelas aventesmas iam a 25km/h mas garanto-vos, pela expressão da senhora que ia a conduzir, que se algo ou alguém se metesse á frente do carro, era a 25km/h que era passado a ferro e a 25km/h o carro havia de seguir porque não me parece que atropelar um carteiro ou um cão fosse passa suficiente para tirar a condutora do turpor em que seguia.

Dão-me arrepios, as pessoas... :P   <--- mais um smiley bem enquadrado, como um pires de petingas num jantar romântico

Por Guerra, o Corrécio

sábado, 10 de dezembro de 2011

Coisas do outro mundo...

No outro dia em animada conversa com animada companhia demos por nós a falar dos nossos "últimos desejos":

«-Ah e tal, eu quero ser cremado!»
«-Eu quero ser enterrado debaixo do relvado do meu Benfiiica!»
«-Eu quero que fumem as minhas cinzas numa ganda festa e se greguem todos para um rio, que vá dar ao Mar, para ser romântico!»
«-Eu quero ser enterrado de costas, que é para confundir os arqueólogos daqui a uns anos...»
Etc... Cada um tinha o seu desejo...

Mas vai daí e comecei a pensar... porque raio é que os meus amigos não podiam fazer uma sessão espírita para falar comigo, se eu morresse?

Ahhh, claro, porque eu não acredito nessas coisas...

Mas MESMO que acreditasse, será que era uma boa ideia tentar falar com entes queridos ou amigos que já morreram?

Óbvio que não... acham que eu ia querer estar a perder tempo (e a fazer uma coisa um bocado arrepiante...) para ouvir um avô ou uma vizinha falecida a falar-me do fim dos tempos e de coisas sem jeito nenhum numa voz fantasmagórica e perturbante?
«UuuUUUuuuH! Vive uma vida honesta.... nós vemos TuUUuUuDoooo Guerra...estás a ser observaAaAAAAado...uUUUuuUUuuuuu...estamos à tua espeEeEeeEeeera...»

...Ya, claro...era mesmo um fim de tarde bem passado!

Mas porque é que uma pessoa não pode ter uma conversa normal com um espírito??

«-Então João, fogo...foste-te deixar atropelar? Só tu ó pá! Então e como são as coisas desse lado?»
«-Oh, não é bom nem é mau....é naquela! Esquece a maioria das cenas que fazias aí na vida, aqui é tudo diferente, tens outros interesses e quê. Até é fixe... Olha, vai um poker?»
«Só somos 2 aqui...é na boa João?»
«Só 3 é uma seca...olha, vou-vos apresentar um gajo que conheci aqui. Vai aí dando as cartas que já volto»

Não era interessante?? Se fosse assim até tentava fazer uma sessão espírita como deve ser...agora para ouvir um monte de baboseiras tristes, tou-me nas tintas...

Tudo o que os humanos inventam, é uma seca...
Já estou a imaginar como tudo começou, há uns 50 mil anos atrás:

«-Papá, papá, o que acontece quando morremos?»
«-Epáá... esta agora...sei lá, acho que vamos para outro lado. Outra vida, suponho...»
«-E podemos falar cas pessoas que foram para a outra vida??»
«-Ah, mas claro que sim meu pequenote... mas só se fores ESTÚPIDO porque os espíritos das pessoas que te amavam quando eram vivas agora querem sugar-te a alma e despedaçar-te o corpo de dentro pa fora e assombrar a tua casa e dizer coisas que não lembram ao diabo!!»
«-Oh...acho que entendi... não achas que devíamos ir dizer isto às pessoas?»
«-E já vamos tarde!»

Por Guerra, o Corrécio

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ás vezes há coisas...

Fiel leitor,
Estava aqui a pensar nas coisas da vida, e teci uma nova teoria, desta vez relacionada com a percepção de perigo que temos de certas situações...

Comecei por ponderar sobre a quantidade de gente que anda de bicicleta toda artilhada com capacetes e joelheiras e cotoveleiras e cintas e tudo isso.
Compreendo que as pessoas se queiram proteger...mas proteger exactamente de quê?
Eu e os da minha geração (e os de todas as gerações anteriores à minha) quando éramos novos... totalmente desajeitados, irracionais e inconscientes, fizemos milhares de quilómetros de bicicleta sem qualquer tipo de protecção, e à parte de uns joelhos esfolados e uns nós dos dedos negros, quase nunca aconteceu nada de grave... E naquela altura usávamos a bicicleta para todo o tipo de actividades de segurança questionável, como descer ravinas, subir ravinas, fazer corridas, tentar saltar daqui para ali, tentar fazer os outros cair, sabotar as bicicletas ao melhor amigo, etc...

Por tudo isso não consigo imaginar porque é que um adulto experiente, calmo e sereno, que usa a bicicleta para ir devagarinho do ponto A ao ponto B sente a necessidade de se vestir como um homem-bala.

É falta de confiança ou excesso de amor à vida...não sei. Não compreendo.

Do pensamento profundo sobre bicicletas cheguei não sei bem como aos cavalos...

Andar a cavalo é considerada pelo povinho uma actividade moderadamente perigosa.. toooda a gente se lembra de um actor famoso ou de um rei ou de um primo dum tio dum amigo afastado que caiu de um cavalo e «ficou logo ali» ou que «ainda hoje come por uma palhinha»...

É. Estúpido.

O problema de andar a cavalo e aquilo que torna a actividade perigosa é que qualquer Zé Tó ou Maria Tó acha que os cavalos são liiiindus e então não perdem a primeira oportunidade de se sentarem num, seja num casamento, ou na quinta dum amigo ou numas férias românticas numa qualquer ilha tropical, sem ter obviamente qualquer noção de como se monta a cavalo ... ou sem sequer pararem primeiro para pensar se gozam da agilidade e reflexos necessários para reagirem aceitavelmente bem em caso de queda, e não como um saco de batatas mal apertado.

É que cair dum cavalo não me parece muito mais perigoso do que caír de uma bicicleta ou de uma mota a 40km/h. Mesmo que o cavalo vos passe por cima...epá, podem partir um pulso, ou torcer um joelho, se calhar vão 2 costelas cos porcos...mas daí a ficarem logo ali espalmados estilo passa, parece-me coisa de tosco.
Digo isto porque já vi que há gente que consegue morrer a caír por escadas abaixo, ou dentro duma valeta, ou a descer um passeio, etc, e portanto sei que existe no mundo uma quantidade considerável de humanos capazes de se martirizar estupidamente por simples falta de condição física, coordenação motora ou reflexos mínimos.

Um bom exemplo disto são as pessoas que conseguem tropeçar e caír no chão e esfolarem-se todos em todo o lado menos nos "para-choques" naturais (que são obviamente as palmas das mãos, os cotovelos e os joelhos).
Se alguma vez caírem, seja de mota, a pé, a cavalo, ou de avião e se aleijarem em algum sítio que não seja as mãos, os joelhos ou os cotovelos, então é porque caíram mal. True story.
O verdadeiro ninja nem se aleija, mas isso já é outra conversa...

Outra coisa que acho um bocado parva...ou pelo menos engraçada, é o uso de capacete para andar a cavalo.
«Porque é que tens de levar capacete?! Deves querer ficar como o super homem...»
O super homem (ou o actor que fazia de SH) partiu o pescoço...não rachou a cabeça! Um capacete até FACILITA a rebentarem o pescoço melhor. Não sou contra o uso do K7, claro...apenas acho que deviam medir melhor os argumentos que usam...

Em jeito de conclusão, diria que é tão perigoso andar a cavalo como é perigoso atravessar uma ponte. O problema é quando metemos toscos a andar a cavalo ou cegos a atravessar pontes...

E deixo uma ressalva:
Para todos aqueles que estão a pensar: «Heey, o Guerra só diz merda, há montes de PROs que se aleijam a andar a cavalo...»
Os "PROs" fazem coisas de PRO, ou seja, não se limitam a andar a cavalo...fazem coisas no limite do bicho ou deles mesmos, e portanto é natural que a coisa dê para o torto de vez em quando.

«Heeey ó Guerra, ia mesmo dizer isso, tu deves ser bruxo!»
Nop, sou apenas um alienígena enviado do futuro para ser um gozão inútil no passado...que é o vosso presente...e que não presta, é antiquado.
No vosso futuro, meu presente, voltámos aos costumes desformatados do passado, e somos mais felizes.

Por Guerra, o Corrécio

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hollywood, qual é a necessidade?

Ola novamente, estimado leitor.

Como sabes, eu até sou um tipo que gosta de filmes. Não sabes mas pronto, estou agora a dizer.


...E nem sou daquela fauna pseudo-intelectual que só gosta de filmes eslovacos e coisas europeias, que ganham os Monóculos de Ouro no underground alternative vintage film festival e assim...gosto mesmo de tudo um pouco e não me importo nada de ver aquelas típicas americanadas cheias de explosões e coisas a Arrebentar e Arrebentamentos e explosões e "YES!" e essas coisas todas.

NO ENTANTO, tenho que criticar toda uma panóplia de situações que acontecem recorrentemente nos filmes ou cenas de filmes que envolvam carros...filhas da mãe, que me fazem sempre o mesmo:

Facto 1: Carros bons ou maus andam o mesmo
Por melhor que seja o carro ou a mota do fugitivo, os chassos da polícia conseguem sempre acompanha-lo em velocidade de ponta.... Se assim é, para quê darem-se ao trabalho de roubar carros de não-sei-quantos mil cavalos? Mais valia aprenderem a conduzir!
É que se com um Mustang não-sei-quê ou com uma CBR1000 não conseguem escapar a um policia barrigudo com a camisa toda medalhada com recheio de donut ao volante de um carreco estilo banheira com 20 anos (chassos esses que em toooodos os filmes perdem um tampão de uma roda e raspam com as beiças no chão quando descem um passeio ou fazem uma curva mais apertada), então não percebo o que andam a fazer a roubar carros... ainda por cima a serem filmados. Que vergonha...

Facto 2: Conduzem como tontos, depois habilitam-se...
Nos filmes os gajos metem-se na auto-estrada e aumentam a velocidade vertiginosamente até às 100 ou 120 milhas (que são uns 160 ou 190km/h, que é uma velocidade de gente doida!) e depois fazem o quê? -Conduzem como otários.
Vão ali cheios de nervos, com as mãos cravadas nos volantes como se fossem a conduzir a S.S. Enterprise em Warp 5 pelo meio duma chuva de meteoritos e não são capazes de ver os carros que vão na estrada e desviarem-se com antecedência...não!...têm de ir a 200km/h até à traseira do carro da frente para depois mandarem uma patada no travão e fazerem uma guinada do caraças. Com fumo e pneus a chiar e tudo. «Ahhh, bandidos tontos!» -Digo eu com ar feliz mas a espumar de raiva.

Se experimentassem conduzir a 200km/h como qualquer pessoa normal consegue, TALVEZ também conseguissem subir a velocidade um bocadinho mais, quem sabe até aos 240 ou 250 e aí sim já iam deixando a polícia para trás.

...É que a 200km/h só conseguiam fugir se a polícia viesse de Smart ou inutilidade parecida.


Facto 3: A estupidez humana
O que acontece quando um dos carros da perseguição se espalha e começa a capotar e a explodir e tudo isso?

-Explode para cima de outro carro, que rodopia no ar e explode com um terceiro carro, que entretanto ainda se tentou desviar e bateu num quarto carro que mandou 14 cambalhotas e espetou-se contra mais 10 carros e...ALTO LÁ! De onde vem tanto carro??

Então imaginem-se vocês, na vossa vidinha, a 120-130 km/h na auto-estrada... como são nabos, nem vão a reparar no SUV completamente preto a ser perseguido por 10 carros da policia, todos aos tiros uns para os outros e granadas plo ar e o caneco, tudo isto a crescer no vosso retrovisor.
Mesmo sem reparar neste caos que se avizinha, a certa altura passa por vocês o tal SUV, a 200km/h, logo seguido pelos carros da policia, tudo e todos aos zigue-zags, uns pela esquerda, outros pela direita, uns em duas rodas, outros sem rodas, vidros a partirem-se, para-choques a voar, balas a cravarem-se em todo o lado, etc etc... o que fazem vocês?

A) Pensam: "Uúúúgasse!! Qu'ésta merda?!" E travam o carro para os 70km/h, deixando aquela macacada toda ir-se embora, para longe de vocês;

B) Ou pensam: "Acho que me esqueci da luz da casa de banho ligada..." e deixam-se ir ali, a 30metros de uma catástrofe eminente, para depois levarem com um carro em chamas plo tejadilho abaixo e mais 3 mísseis ar-terra e uma pá duma retro-escavadora que entretanto também se meteu ao barulho e, se sobreviverem ao acidente, ainda vem um gajo meio humano meio robot que vos corta a cabeça com uma lamina que lhe sai do braço, ou coisa parecida.

Nos filmes eles escolhem sempre a "B".

Facto 4: Ah bandido! Agora é que é!
Numa perseguição (ou corrida) há sempre um pouco mais de acelerador para dar... como se numa recta uma pessoa não fosse já totalmente "prego a fundo"!
Nos filmes, é preciso o herói lembrar-se que tem mesmo de sobreviver ou ter um flashback sobre algo que o seu falecido irmão lhe disse sobre coragem e força de vontade para dar aquela sapatada final no acelerador ou meter mais uma mudança, e aí sim: «ahhh carro filha da mãe que afinal ainda davas mais uns 60km/h...logo eu não me lembrei de meter a 5ª mais cedo!»

Facto 5: Pensam como comboios e correm como cavalos
Um fugitivo a pé, foge sempre em linha recta, no meio da estrada, a olhar para trás com ar de pânico...e ainda assim o carro demora uma eternidade a alcança-lo, como se um fosse a 30km/h e o outro a 35.
Mas mais estúpido mesmo é o atleta não se lembrar de simplesmente sair da estrada ou subir a uma árvore ou por-se atrás de um candeeiro ou assim...

Facto 6: As leis da física e da lógica não se aplicam
Quando se usa o Nitro (ou nos filmes mais antigos, o "Turbo Boost"), deixam de se aplicar as leis da lógica ou da razão... este exemplo aqui é perfeito:

http://www.youtube.com/watch?v=xkry7H1wTfk&feature=related#t=4m8s
Abram este link (ele irá abrir no momento certo) e vejam durante uns 30 segundos.

1º - Tal como eu disse e vocês podem observar...até finalmente activar o botão do Nitro, o Nicholas Cage, mestre da condução, vai num Mustang de 3500cc todo alterado, todo levado da breca e mesmo assim não consegue fugir a 8 "monas" que vêm ali nuns chassos, pagos a muito custo pelo governo e provavelmente com os pneus nos arames e uma série de "graínhas" de manutenção...

2º - Um Helicóptero consegue dar alguns 280km/h.

3º - Ha carros que dão mais de 280km/h, mas não aquele e não numa vala de esgoto com água, detritos vários , canos expostos, animais mortos, postes, carrinhos das compras, mendigos, putos a fazer manobras de skate, gajos a grafitar, vigas de cimento no meio do caminho, instalações eléctricas, carcaças de outros carros,etc...

4º - Mesmo que o helicóptero desse apenas 100km/h, podia simplesmente ganhar altitude e conseguia avistar o carro a 20km.
Agora que penso nisso...qual era afinal a ideia daqueles infelizes, ali a voar a 5metros do chão? Abalroar o carro co helicóptero? Colar-lhe uma multa no para-brisas?! Ao menos que fossem a regá-lo com balas!
...Mas para isso precisam de um helicóptero à homem, tipo este:


...agora com aquela libelinha a motor não sei que raio estavam á espera de conseguir com este tipo de perseguição.

5º - "Ah damn, we lost him!" -dizem eles com frustração no fim, enquanto vêm o Nichiolas Cage a desaparecer no horizonte...

Ele está numa porra duma vala de cimento e "perdem-no"?! É como perder o rasto a um comboio! "Ó, para onde será que ele foi?"...


Bom, acho que é tudo, para já...

Ah falta a mais óbvia e mais antiga!

Facto 7: E dááá uma voltinha e bOOm!
Nos filmes de hollywood qualquer carro que bata num objecto, seja qual for a forma, tamanho ou peso, invariavelmente irá saltar, rodopiar lateralmente pelo menos uma vez sobre si mesmo e despedaçar-se todo no chão, normalmente com uma explosão.

Por Guerra, o Corrécio

Novas tecnologias


Hoje vai ser um post um pouco diferente.
Existe uma coisa na net apelidada de "rage comics". Não sei como começou nem tão pouco vou pesquisar quem foi o artista original mas funciona da seguinte forma:

-Algo ou alguém criou uma série de desenhos de expressões, posições, etc e criou um programa que permite usar esses desenhos como quisermos, para fazer mini BDs.
Procurem "rage comics" na net para saberem mais.
Simplesmente genial.


Aqui vai o meu primeiro.
Em inglês porque por hábito ou simplesmente porque sim, parece-me que fica melhor:

Link para imagem maior: http://i.imgur.com/KYFNm.png


sábado, 10 de setembro de 2011

Disney, Pandas, etc.

Tenho andado com pouco tempo para pensar. Consequentemente este hediondo blog fica um pouco ao abandono...

...Felizmente o mundo apedreja-me diariamente com tantas parvoíces que mesmo sem parar para pensar acabo por ter material para partilhar contigo, estimado único leitor.

Comecemos:

1º Tema - A tentativa de atentado à minha pessoa:
- Vieram um monte de ratos no outro dia dizer-me que a minha célebre teoria sobre os pandas serem um animal de nojo, estava errada.
Tudo porque numa universidade não-sei-onde se descobriu uma bactéria que só existe nos intestinos dos Pandas e que pode revolucionar a forma como se produz Biodisel.

Não vejo sinceramente como é que esta notícia me poderia abalar... antes pelo contrário!
Já viram que esta notícia só significa que vão ter de amanhar uma série de pandas para lhes porem as tripas pa fora!? Ando a dizer que deviam fazer isto há anos!...Só não adivinhei que ia servir para fazer Biodisel.

Depois isto não estraga por completo a minha teoria... tudo o que disse sobre os pandas permanece igual. A única diferença é que afinal eles até servem para alguma coisa...servem de incubadoras para uma bactéria que digere celulose. Aposto que não foi isso que os fabricantes de peluches e as mães e as crianças de todo o mundo tinham em mente quando acharam que um boneco de um panda seria uma boa prenda ou algo fofinho para se dormir abraçado.

Mas pronto... se querem gozar comigo, gozem à vontade. Daqui a uns anitos vamos estar a abastecer os carros com óleo de fígado desse bicho-palhaço e depois vamos ver quem ri melhor. Gosto.

Tema 1.5: Um estudo da Universidade de...
Quantas vezes não somos brindados com este início típico de notícia?
Um estudo da universidade do Michigan está a mostrar resultados que indicam a possibilidade de...
Que cagada vem a ser esta?
Estimados leitores, vamos fazer aqui um exercício:
1- Quem aqui frequentou a universidade, ponha o braço no ar.
2- Quem daqui realizou algum tipo de estudo, mantenha o braço no ar.
3- Quem daqui achou resultados mesmo reais e incontestáveis, baixe o braço (quem achou resultados que podem ou não indicar a possibilidade de qualquer coisa se deus quiser, mantenha o braço no ar).
Ai...
...Esqueci-me onde queria chegar com esta parvoíce.
Bom, o que quero basicamente dizer é que estudos das universidades há muitos (muitos mesmo) e não é por serem do Michigan ou do Connecticut que me espantam e sei que muito provavelmente não provam nada com jeito ou com aplicação prática.
Assim sendo, muito provavelmente vão estripar 50,000 pandas e nem sequer vamos ter biodisel à conta disso... o que é triste e alegre ao mesmo tempo...como um palhaço.

2º Tema: Disney, metes nojo:
-Não percebo, não quero perceber e tenho raiva de quem percebe o fascínio pela Disney.

A Disney, se valer alguma coisa é mesmo pelo ponto de vista artístico, tipo:
"Ah, que bonitos desenhos, que querido que está o urso, que bonita paisagem... parece saído dum conto de fadas!"
...agora a história? O entretenimento?! Abatam-me por favor...
O humor da Disney é deplorável... é um humor que entretém mas que sinceramente não concretiza. Tal e qual como quando se escreve "lol" na internet.
"LOL" Significa "Rir em voz alta"...quando na realidade estamos na melhor das hipóteses a flectir um canto da boca ou a suspirar um animado "hmp!" pelo nariz. É pobrezinho, vá.

Depois as histórias são um nojo. Um nojo que mete raiva. Uma raiva que mete dó. Um dó que me faz pensar porque raio é que as pessoas gostam de ver aquilo!
Eu quando me proponho a ver um filme de bonecada, quero apagar o cérebro da realidade e ver uma coisa que me anime... consigo isso com os filmes da Pixar, da Dream-Works, etc etc... Mas com a Disney passa-se o quê?
Passa-se o mesmo que se passa na bíblia: Tudo o que é bom é proibido.
Ver um filme da Disney é como ouvir uma catequista a explicar que em vez de motas, festas, desportos doidos, mulheres e jantaradas uma pessoa também podia encontrar a felicidade na companhia de um bom livro ou num serão pacato a fazer um puzzle com motivos bocólicos.
Ó catequista, talvez pá, talvez...mas não me podia estar mais a cagar!

É assim que Disney me faz sentir... é sempre um tiro ao lado.
Eu vejo uma piada qualquer que um coelho falante ou um mocho professor ou outra bizarria parecida diz e penso para comigo:
"ahhh Sr. argumentista, eu percebi que tu percebeste que essa piada tinha potencial para muito mais...mas pronto, tiveste que optar por essa piadita sem sal vítima da censura moralista..."

Odeio.

Depois há toda a fixação pela música e pela tristeza...
Um filme da Disney é composto por 3 tipos de acção:

30% de introduções em que vemos coisas lindas a acontecerem, e os personagens a fazer lá as coisinhas deles todas bonitas e o catano, e um monte de cantorias lindíssimas e cheias de ritmo QUE ME IRRITAM PROFUNDAMENTE!
ODEIO musicais! DASS! 90% das músicas não valem um chavelho e obrigam-me a ouvir durante 6 minutos a cinderela a explicar porque é que o passarinho que voa na rua é feliz e eu QUERO LÁ SABER! Quero é saber o que se passa a seguir! Quero é que a história ande pá frente! Eu já percebi que gostas do passarinho, mas tou-me NAS TINTAS! Fooogo...uma música inteira por causa da merda dum pássaro? Enfim...

Depois 60% do filme são tristes...tristes, deprimentes, opressivos, angustiantes!...
São aqueles momentos em que mãe do bambi morre carbonizada num incêndio florestal, o Nemo nasce órfão porque a mãe e 400 irmãos são devorados por um peixe nos primeiros 20 segundos de filme, a pequena sereia também passou por uma desgraça qualquer, o Pinoquio é engolido por uma baleia e chora porque é de madeira, a Bela canta o seu triste fado por viver encarcerada num castelo com um bizonte bípede, a cinderela vive 18 anos mártir da madrasta, a branca de neve morre... MAS O QUE É ISTO!?
Quer dizer...não se pode dizer "merda" e "porra" e "dass!" num filme porque é ofensivo, mas fazerem um filme em que martirizam sadicamente as personagens com situações maquiavélicas comparáveis ao holocausto, já está tudo OK! ...filhas da mãe.

Depois os restantes 10% são o final, em que a princesa se casa, a maldição acaba, o pai encontra o filho, etc etc...e ficamos com aquela sensação:
«Bem...isto tava-se mesmo a ver que ia acabar bem, duma maneira ou de outra. Cagava um pé todo se estes 2 não acabassem casados e felizes para sempre...»
...ou seja, também não satisfaz.

A mim, tudo isto deixa-me possesso.
Aquilo não é entretenimento...é porem as crianças a brincar com os sentimentos das personagens! É dizer que é divertido ver um esquilo falante a passar de uma vida normal para um inferno agoniante mas que tudo está bem porque no fim torna a ter uma vida normal ou perto disso.

Crianças boas e inocentes...vòs tereis de abrir os olhos. Vejam antes DragonBall que nunca fez mal a ninguém.

3º Tema: Ponderação
Hoje li este título no jornal de notícias:
"Parlamento admite criar o dia da grávida a 9 de Setembro"
Fiquei super feliz.
Fico feliz por saber que finalmente está a ser bem empregue o dinheiro que pagamos aos deputados.
Segundo esta notícia, o parlamento reuniu-se para deliberar sobre esta temática e na primeira reunião ficou acordada a data para a reunião em que se irá decidir em que ocasião se vai começar a ponderar sobre a criação ou não do dia da grávida, e se será realmente a dia 9 de Setembro.
Não sei se estão a perceber... Já viram a importância desta decisão? Podemos estar à beira de um marco histórico!
Eu nem sei por onde começar... estou mesmo entusiasmado!
Fogo... e eu a pensar que este país não tinha salvação... afinal tínhamos a solução mesmo á frente do nariz e nunca a tínhamos visto!
...criar o dia da grávida...a 9 de Setembro!...Foogo, genial.

Deus queira que eles tenham coragem de andar com isto para a frente... eu até já estou a imaginar tudo:
Charters! Charters cheios de grávidas a chegar a Portugal! ...e nós a receber comissões dos hospitais, dos ginecologistas, dos pediatras...

Por Guerra, o Corrécio